Avançar para o conteúdo principal

Autimos - A importância de conhecer o transtorno que atinge mais de 70 milhões de pessoas no mundo

 

Tem mais material grátis disponível para o Dia Mundial do Autismo 2022 -  Canal Autismo 

 

 neste dia (02) de abril, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, data criada em 2008 pela Organização das Nações Unidas (ONU).  A importância de conhecer o transtorno que atinge mais de 70 milhões de pessoas no mundo, afetando a maneira como estas pessoas se comunicam e interagem, é trazer mais informações à sociedade sobre como conviver melhor com a diversidade do espectro autista, de forma respeitosa com oportunidades e equidade de direitos.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) envolve diferenças no desenvolvimento, sejam na linguagem, seja no comportamento.  Quanto mais a sociedade conhece sobre o autismo, maior a possibilidade de um diagnóstico precoce, oportunizando uma maior qualidade de vida ao indivíduo dentro do espectro. De acordo com estudos mais recentes, um especialista com olhar apurado, consegue perceber sinais de autismo até mesmo em bebês.  A incidência de casos em meninos é maior, tendo uma relação de quatro meninos para uma menina com o transtorno, por isso, para chamar a atenção para a data, use-se a cor azul.

O que é o Autismo?

O Autismo não é uma doença, mas sim um transtorno do neurodesenvolvimento, conhecido por “Transtorno do Espectro Autista” – TEA.

Os sinais de autismos podem se diferenciar muito de uma pessoa para outra, os mais comuns são em relação ao comportamento restritivo com algumas obsessões, presença ou não de estereotipias (movimentos/gestos repetitivos, como por exemplo, balançar ou apertar as mãos diante do rosto, andar nas pontas dos pés, emitir alguns sons), podendo apresentar dificuldades de aprendizagem ou não ou ainda aprendizagem acima da média, diferentes formas de se relacionar com as pessoas, às vezes, há a ausência da fala, e isso não significa ausência de comunicação, dificuldades sensoriais (seleção alimentar, fobias por sons, cores, cheiros…). São mitos propagados erroneamente de que todo autista seja um gênio, que gosta de ficar sozinho, que seja agressivo e não expressa sentimentos, todas estas questões estão relacionadas à falta de tratamento adequado. O autismo vai de leve a severo, o que define essa classificação é a autonomia alcançada pela pessoa autista, que, com o tratamento, pode mudar em cada etapa da sua vida, mas uma vez autista, sempre autista, como autismo não é doença, autismo não tem “cura”. Vale ressaltar que o autismo é único para cada pessoa como cada pessoa é única na sociedade em geral.

Para efeitos legais, os autistas são considerados pessoas com deficiência. De acordo com a Lei nº 12.764/12, é direito da pessoa com TEA o acesso às políticas públicas, incluindo educação especial, assistência social e saúde através da identificação precoce, atendimento multiprofissional, terapia ocupacional e nutricional, medicamentos e informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento, a fim de eliminar as barreiras de acessibilidade deste público.

O diagnóstico precoce dá a possibilidade do tratamento também precoce, o método mais eficaz, considerado o único com evidências científicas é o ABA, abreviatura do inglês (Applied Behavior Analysis) conhecido em português como Análise Aplicada do Comportamento.

A secretária de Educação, professora Wanessa Zavare Sechin, afirma que a “educação tem grande impacto na vida da pessoa com autismo, temos planejado formações para todos os professores, o conhecimento da causa instrumentaliza o profissional para melhor contribuir com a criança público-alvo da Educação especial.”.

 

 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Atenção para o cronograma de atendimentos do Centro Municipal de Saúde.

 

CNS e Opas lançam Laboratório de Inovação Latino-Americano de Práticas de Participação Social em Saúde

  O Conselho Nacional de Saúde (CNS) e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) lançaram, nesta quinta (20/10), o Laboratório de Inovação Latino-Americano de Práticas de Participação Social em Saúde. O objetivo é identificar, sistematizar e dar visibilidade às práticas exitosas de participação social em políticas públicas, voltadas ao aprimoramento das condições e dos serviços em saúde. Entidades e movimentos sociais que compõem o CNS, organizações públicas, estatais, instituições de ensino, igrejas e coletivos de populações específicas, entre outros atores, poderão participar e inscrever suas experiências. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo formulário online , até o dia 15 de dezembro. Para participar é necessário que a experiência já esteja em funcionamento. “Nós, enquanto espaços do controle social, construímos conhecimento no cotidiano, mas sistematizamos muito pouco. Esse laboratório vai possibilitar troca de experiências e compartilhamento de ...

Boletim epidemiológico sistematiza de forma inédita dados de saúde da população negra/ INFORME CMS/AG

  Boletim epidemiológico sistematiza de forma inédita dados de saúde da população negra Publicado: Sexta, 27 de Outubro de 2023, 13h57 Durante o lançamento do  Boletim Epidemiológico Saúde da População Negra, ministra Nísia Trindade anunciou que as notificações sobre a doença falciforme passam a ser compulsórias O número de mortes de gestantes por hipertensão caiu entre mulheres indígenas (quase 30%), brancas (-6%) e pardas (-1,6%), mas aumentou 5% entre mulheres pretas brasileiras entre 2010 e 2020. É o que apontam os dados do  Boletim Epidemiológico Saúde da População Negra , lançado nesta segunda-feira (23) pelos ministérios da Saúde e da Igualdade Racial. O levantamento também sistematiza, de forma inédita, dados sobre doença falciforme. A ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou que, a partir de agora, as notificações sobre a doença passam a ser compulsórias. A decisão será publicada no Diário Oficial da União esta semana. O documento também retoma a análise epide...